
Governo Federal reduz 18,5% o IPI dos carros para tentar diminuir os preços e aumentar as vendas
07/03/2022Segundo a Secretaria Especial da Receita Federal o impacto da redução será de R$ 19,6 bilhões em 2022
Desde a última terça-feira, 1 de março, o Imposto de Produtos Industrializados (IPI) teve redução de até 25% em vários produtos, conforme o novo Decreto nº 10.979 assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. No caso dos automóveis, o bônus para o setor foi de 18,5%, mas na prática o preço não deve cair muito.
A redução no IPI de carros 0 km varia de acordo com o tamanho do motor que, segundo a tabela do Governo Federal chamada de Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI). Por isso, o número de TIPI que está no código da tabela indica a alíquota de imposto de cada categoria.
Nos carros com motor 1.0 o imposto diminuiu dos atuais 7% para 5,7%. Portanto, o preço final do carro 1.0 teve redução de 1,3% em relação ao valor atual. E com os consequentes reajustes por parte das fabricantes, vai ficar difícil ver essa diferença nas concessionárias.
Além do tamanho do motor, outros fatores como eficiência energética em megajoules por quilômetro (MJ/km) e peso total do carro por ordem de marcha também influenciam na redução do imposto. Portanto, o percentual pode mudar um pouco dentro da mesma categoria de motor, mas os resultados estimados na tabela abaixo são a média de cada divisão.
Segundo a Secretaria Especial da Receita Federal, o impacto desta medida será de R$ 19,6 bilhões em 2022. A diminuição proporcional das alíquotas do IPI possibilita o aumento da produtividade, menor assimetria tributária intersetorial e mais eficiência na utilização dos recursos produtivos. Essa pequena redução nos preços dos carros é uma tentativa para alavancar as vendas que seguem em queda no Brasil.
Em janeiro foram 116.601 exemplares emplacados contra 162.531 de janeiro de 2021, representando uma queda de 28,2%. Se compararmos o primeiro mês deste ano com dezembro do ano passado, a queda foi de praticamente 40%.
Fonte: autoesporte.globo.com